Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou um plano econômico atribuído à equipe de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente, que prevê o congelamento de aposentadorias e de investimentos em áreas sociais.
Segundo o jornal, a proposta é fazer com que esses gastos passem a ser corrigidos apenas pela inflação, sem aumento real. Hoje, aposentadorias, salário mínimo e pisos de saúde e educação podem crescer acima da inflação.
Após a publicação, Flávio Bolsonaro negou o conteúdo e classificou a informação como falsa: “O dia já começa com combate às FAKE NEWS! Fonte furada, nunca tratei do tema internamente!”
Mas, a Folha de S.Paulo afirmou que mantém a matéria, baseada em relatos de integrantes da equipe e interlocutores da pré-campanha.
A reportagem diz que três frentes principais estão em discussão:
>> Aposentadorias e benefícios sociais: passariam a ter reajuste apenas pela inflação. Isso inclui benefícios do INSS e o BPC (Benefício de Prestação Continuada). Na prática, haveria congelamento do poder de crescimento desses rendimentos ao longo do tempo.
>> Salário mínimo: a proposta prevê separar o reajuste do mínimo pago aos trabalhadores dos benefícios previdenciários. Ou seja, mesmo que o salário mínimo suba acima da inflação, aposentadorias poderiam ficar limitadas à reposição inflacionária.
>> Saúde e educação: os pisos constitucionais — hoje vinculados a percentuais da arrecadação — deixariam de acompanhar o crescimento da receita. Na prática, os investimentos nessas áreas também ficariam congelados em termos reais.
com informações da Revista Fórum
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