Após a vitória dos trabalhadores brasileiros na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, que aprovou o fim da escala 6×1, senadores da oposição, liderados pelo candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), obstruíram os trabalhos e a PEC não foi para votação em Plenário.
Por conta disso, a base do governo no Senado Federal decidiu não arriscar uma apreciação em plenário nesta quarta (2). Assim, a proposta só deve ser votado após o 1º turno das eleições, em outubro. “Hoje, houve um movimento bem sucedido da oposição”, afirmou o líder do governo, senador Randolfe Rodrigues (PT-AC), referindo-se ao esvaziamento do plenário e à consequente impossibilidade de votação.
Randolfe atribuiu a uma “ação coordenada” de oposicionistas – com participação direta de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do líder da oposição, o senador Rogério Marinho (PL-RN) – para desmobilizar a presença dos parlamentares para uma possível votação. “A oposição ao nosso governo é contra o fim da escala 6×1. Ponto”, disse.
A última etapa para a aprovação da matéria é justamente a votação no plenário do Senado, em dois turnos, com o mínimo de 49 votos favoráveis, o que corresponde a 60% do apoio dos 81 senadores. A PEC 221/2019 prevê descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.
com informações da Agência Brasil
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