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Brasil e Alemanha firmam acordos sobre terras raras e outras áreas

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Ricardo Stuckert / PR

Os minerais críticos são elementos essenciais para tecnologias modernas, defesa e transição energética, como fabricação de baterias, painéis solares e turbinas, cuja oferta enfrenta riscos de escassez ou dependência de poucos fornecedores. E o Brasil está entre as maiores reservas dessas matérias-primas no planeta.

Por isso, o presidente Lula assinou importante acordo com a Alemanha nesta segunda (20), para ampliar a cooperação científica e tecnológica na área de minerais críticos e estratégicos. O acordo, firmado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) do Brasil e o Ministério Federal da Pesquisa, Tecnologia e Espaço da Alemanha, estabelece as bases para intensificar ações conjuntas em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Lula enfatizou a necessidade de que a exploração dos minerais não seja apenas a venda da matéria-prima. “Nossas reservas também nos tornam atores incontornáveis no debate sobre minerais críticos. Queremos atrair cadeias de processamento para o território brasileiro, sem fazer exportações excludentes. A colaboração em setores intensivos em tecnologia é uma prioridade para um país que não quer se limitar a ser um mero exportador de commodities”, afirmou.

Brasil e Alemanha prometem expandir a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação nas áreas de exploração, extração e processamento de minerais críticos, como terras raras e outros metais e minerais.

OUTROS ACORDOS

Os dois países adotaram outros 14 atos conjuntos durante a viagem oficial de Lula ao país europeu:

>> Cooperação para fortalecer o combate a crimes ambientais, como desmatamento, tráfico de fauna e flora, pesca e mineração ilegais.

>> Cooperação na área de inteligência artificial, com foco em governo digital e aplicações industriais.

>> O governo alemão propõe ampliar o aporte de recursos ao Fundo de Combate às Mudanças Climáticas, para financiar projetos, estudos e iniciativas voltados à redução das emissões de gases de efeito estufa e à adaptação aos efeitos das mudanças climáticas no Brasil. Do lado alemão, o banco de desenvolvimento do país, o KfW, deverá aportar cerca de 500 milhões de euros no fundo.

>> Cooperação nas áreas de defesa, pesquisa oceânica, apoio a micro e pequenas empresas, pesquisa aeroespacial, tecnologias quânticas, economia circular, entre outros.

com informações da Agência Brasil

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