Até ontem, 24 de junho (quarta-feira), o estado da Bahia atendeu 15 crianças vítimas de queimaduras por fogueiras e fogos de artifícios, entre os dias 18 e 23 de junho. No total, foram registradas 54 pessoas afetadas.
Ocorrências como a de Tarcísio Sodré Ramos do Nascimento, de 47 anos, que faleceu após um acidente com espadas na cidade de Sapeaçu e o menino de apenas dois anos, o qual sofreu ferimentos graves depois do mesmo artefato invadir a sua casa em Cruz das Almas chamaram atenção nas últimos dias.
A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) informou que o Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, atendeu 34 desses pacientes. Entre as pessoas internadas na unidade de referência, as equipes médicas prestam assistência direta a pelo menos 15 crianças. O estado de saúde atual do garoto atingido no Recôncavo Baiano não teve divulgação autorizada pela família.
COMPARATIVO ANUAL DE ACIDENTES
O balanço recente indica uma redução nos acidentes quando confrontado com os dados oficiais do ano passado. Durante um período semelhante em 2025, o estado registrou 72 ocorrências relacionadas aos festejos juninos, divididas entre lesões por chamas e explosões de bombas. Por outro lado, o ano de 2024 acumulou 66 registros nas unidades de saúde entre os dias 20 e 25 de junho.
Historicamente, a capital baiana concentra a maior parte dos atendimentos emergenciais de alta complexidade nessa época do ano. Contudo, os hospitais regionais situados em Santo Antônio de Jesus, Juazeiro, Jequié e Barreiras também desempenham um papel crucial no suporte às vítimas do interior.
PROIBIÇÃO CRIMINAL E CUIDADOS MÉDICOS
A Polícia Civil reiterou que a legislação vigente proíbe rigorosamente o porte, o armazenamento, o transporte e o uso das tradicionais espadas de fogo na Bahia. Os agentes de segurança enquadram essas condutas perigosas diretamente no artigo 16 do Estatuto do Desarmamento. Dessa forma, os infratores flagrados pela polícia enfrentam penas inafiançáveis que variam de três a seis anos de prisão.
Em caso de acidentes, as autoridades sanitárias orientam a população a resfriar a área atingida exclusivamente com água corrente por alguns minutos. Os especialistas alertam para que ninguém aplique gelo, manteiga, creme dental ou outras substâncias caseiras sobre as lesões. As equipes de resgate recomendam a busca imediata por socorro especializado para tratar ferimentos extensos e evitar infecções.
Com informações do Metro1
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