Os caminhoneiros descartaram a possibilidade de greve após reuniões com o governo Lula (PT) e as medidas anunciadas: Medida Provisória 1.343/2026, publicada nesta quarta (25); e das Resoluções 6.078/2026 e 6.077/2026 da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), que criam regras e instrumentos para obrigar o pagamento do piso mínimo do valor do frete pago à categoria.
As medidas são uma reinvindicação da categoria, desde 2018, e fizeram os caminhoneiros reverem a decisão de fazer nova paralisação nacional, anunciada em meados de março.
A Resolução 6.077 estabelece sanções progressivas a empresas e contratantes de fretes que desrespeitarem a lei do piso mínimo do transporte rodoviário de carga. Já a Resolução 6.078 impede a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte, conhecido pela sigla Ciot, quando o frete contratado estiver abaixo do piso. Sem esse registro, o transporte é ilegal e não pode circular.
PISO
O valor mínimo a ser pago por transporte, carga e descarga varia conforme o tamanho do caminhão; o volume da carga; o tipo de material transportado; a temperatura; e o acondicionamento (em contêiner ou não). O governo garantiu que os valores serão ajustados quando houver variação igual ou superior a 5% no preço do diesel, como prevê legislação.
Segundo o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos da Baixada Santista e Vale do Ribeira, Luciano Santos, quando há diálogo e a categoria é atendida, não há motivo para greve. “O caminhoneiro quer trabalhar, mas precisa de regra sendo cumprida. O piso mínimo é vida, é o que garante dignidade e qualidade de vida na estrada”, destacou.
com informações da Agência Brasil
Compartilhe no WhatsApp



Comments