Mais uma vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou das ameaças que faz durante a guerra contra o Irã. Após afirmar que aniquilaria a civilização iraniana, ele anunciou a suspensão dos ataques por duas semanas. A declaração condiciona a trégua à reabertura do Estreito de Ormuz. O Irã se compromete a permitir a navegação segura de navios comerciais.
O anúncio foi feito uma hora antes do prazo de 20h para iniciar sua ofensiva bélica. Segundo Trump, a decisão de recuar ocorreu depois de diálogos com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e o marechal de campo Asim Munir. Com as bravatas de sempre, afirmou: “eles solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva que seria enviada esta noite ao Irã”.
Trump alegou que os EUA já atingiram suas metas na região. E revelou ainda que Washington recebeu uma “proposta de 10 pontos” de Teerã, a qual ele considera uma “base viável para negociar”.
MUDANÇA DE TOM
Com um tom diferente de seus pronunciamentos anteriores e tentando mostrar que saiu vencedor, Donald Trump assumiu o papel de fiador da estabilidade regional. “Em nome dos Estados Unidos da América, como Presidente, e também representando os Países do Oriente Médio, é uma Honra ter este problema de longo prazo perto da resolução”, concluiu.
Arrogante, Trump disse que resolveria o problema em quatro dias, mas viu o conflito durar mais de um mês. Esse novo recuo mostra, na verdade, a forte resistência do Irã (que enfrenta duas potências militares) e que Estados Unidos e Israel não são tão indestrutíveis como tentam parecer.
com informações da Revista Fórum e g1
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