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Vergonha: PEC da “Blindagem” e Eduardo Bolsonaro líder para manter mandato

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Lula Marques / Agência Brasil

Em um só dia, dois episódios devem piorar ainda mais a imagem da Câmara dos Deputados: a indicação, pelo PL, de Eduardo Bolsonaro como Líder da Minoria (que lhe permite manter o mandato, mesmo morando nos Estados Unidos) e a aprovação da PEC da “Blindagem” de deputados, mostrando como a maioria de direita está chantageando o Congresso.

Em uma entrevista coletiva realizada com muita tranquilidade nesta terça (16), a deputada Caroline de Toni (PL-SC), que era Líder da Minoria, renunciou em favor do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que conspira contra o Brasil nos Estados Unidos. O parlamentar é o principal articulador de sanções do governo de Donald Trump contra o Brasil, para reverter o resultado do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou seu pai Jair Bolsonaro.

A direita que dizia querer moralizar a política, dá esse “tapa na cara” da população e presenteia Eduardo Bolsonaro, que conspira contra o Brasil nos Estados Unidos. A deputada renuncia para ele ser indicado ao cargo. Com isso, o deputado não perderá o mandato por faltas. Ele justifica a ausência e ela ocupa o lugar dele… que era dela… deixou de ser… e continuará sendo.

PEC DA “BLINDAGEM”

Lamentável, também, foi a aprovação da chamada PEC da “Blindagem”. Ela restringe investigações e processos contra parlamentares, criando mecanismos para dificultar punições judiciais por crimes. No 1º turno, foram 353 votos a favor, 134 contrários e 1 abstenção. No 2º turno, o placar foi: 344 sim e 133 não.

“O que aconteceu é bastante grave, é um atentado à sociedade brasileira, não apenas à própria história do Congresso. É tanta blindagem, ocultação, opacidade, que [o voto] precisa ser secreto também. Quem vota favoravelmente a acobertar um crime de um parlamentar precisa esconder o próprio voto. Contraria os princípios mais elementares da democracia, da República, que é o poder público em público”, avaliou o cientista político e professor Francisco Fonseca.

Segundo o professor, a proposta não é uma garantia de imunidade parlamentar, mas um salvo-conduto para a impunidade irrestrita. “Não é à toa que os críticos apelidaram a ‘blindagem’ de ‘bandidagem’. Isso não é sem motivo: protege o trabalho escravo, a corrupção, a associação com o crime organizado. Tudo isso fica blindado. O Congresso brasileiro é constituído por um grupo altamente conservador e uma parte deste grupo vinculado a negócios escuros quer se proteger”, denuncia.

Fonseca lembra que o projeto alcança até as chamadas emendas Pix, repasses sem transparência que driblam a fiscalização, facilitando gastos inadequados e ineficientes, impropriedade administrativa e corrupção por parte de municípios e estados.

Veja como votou a bancada da Bahia:

A FAVOR:

Adolfo Viana – PSDB
Arthur Oliveira Maia – União Brasil
Bacelar – PV
Capitão Alden – PL
Cláudio Cajado – PP
Dal Barreto – União Brasil
Diego Coronel – PSD
Elmar Nascimento – União Brasil
Félix Mendonça Junior – PDT
Gabriel Nunes – PSD
José Rocha – União Brasil
Leo Prates – PDT
Leur Lomanto Júnior – União Brasil
Márcio Marinho – Republicanos
Mário Negromonte Jr. – PP
Neto Carletto – Avante
Paulo Azi – União Brasil
Paulo Magalhães – PSD
Raimundo Costa – Podemos
Ricardo Maia – MDB
Roberta Roma – PL
Rogéria Santos – Republicanos

CONTRA:

Alice Portugal (PCdoB-BA)
Antonio Brito (PSD-BA)
Charles Fernandes (PSD-BA)
Daniel Almeida (PCdoB-BA)
Ivoneide Caetano (PT-BA)
Jorge Solla (PT-BA)
Joseildo Ramos (PT-BA)
Josias Gomes (PT-BA)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Otto Alencar Filho (PSD-BA)
Pastor Isidório (Avante-BA)
Valmir Assunção (PT-BA)
Waldenor Pereira (PT-BA)
Zé Neto (PT-BA)
Abstenção:
Alex Santana (Republican-BA)
Não votaram:
João Leão (PP-BA)
João Carlos Bacelar (PL-BA)

com informações do g1 e Brasil de Fato

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