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Vergonha: Câmara gasta R$ 400 mil com deputados que fugiram

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Ramagem, Carla e Eduardo. Foto: montagem CNN Brasil

A Câmara Federal segue com sua imagem negativa perante o povo brasileiro. Inexplicavelmente, gasta quase R$ 400 mil mensais com deputados que fugiram do Brasil para não responder a processos judiciais. São eles: Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Carla Zambelli (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Segundo a Câmara, cada parlamentar tem direito a R$ 133.170,54 para contratar até 25 funcionários. Os números apontam que, mesmo a ausência física dos parlamentares, a Câmara não cortou os custos do mandato, e seus gabinetes seguem funcionando.

Além disso, o gabinete de Alexandre Ramagem apresentou notas fiscais com abastecimentos durante o horário em que ele participava, de forma remota, de votações na Câmara. Os registros indicam que as despesas foram praticadas por terceiro, algo ilegal. Em setembro, Ramagem gastou R$ 13 mil em cota parlamentar e, em outubro, R$ 20 mil. Esses valores ainda podem aumentar, já que os deputados têm até 90 dias para apresentar as notas fiscais.

Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem foi condenado a 16 anos e 1 mês de prisão no julgamento da trama golpista. Ele fugiu no mesmo dia em que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, pronunciava seu voto condenando o parlamentar.

CARLA E EDUARDO

Carla Zambelli está presa na Itália. Ainda assim, o seu gabinete continuou ativo. Em setembro, a Câmara gastou R$ 103.246,13 com pagamento de servidores e manutenção da estrutura. Em outubro, os gastos foram de R$ 130 mil. Ela não recebeu salário no período, já que a remuneração foi suspensa pela Câmara após sua situação no exterior.

Morando nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro não usou cota parlamentar desde março. Mas, ele mantém um gabinete robusto, que custou R$ 132 mil no mês. Não há registro de salário pago a ele desde julho no sistema interno da Câmara.

É lamentável constatar que a continuidade desses custos ocorre porque o regimento da Câmara considera que a atividade parlamentar não depende exclusivamente da presença física em Brasília.

com informações de CNN Brasil e O Globo

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