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Veja como planejar a compra do material escolar

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Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

Todo começo de ano, as famílias “coçam a cabeça” ao pensar no ano letivo. Uma pesquisa do Instituto Locomotiva e QuestionPro mostra que a compra de material escolar impacta o orçamento de 85% delas no Brasil. Além disso, um a cada três compradores pretende parcelar para poder dar conta das despesas para este ano. Foram realizadas 1.461 entrevistas com homens e mulheres com mais de 18 anos em todo o país, entre 2 e 4 de dezembro.

O estudo mostra ainda que a maioria dos pais e responsáveis de alunos disse que comprará materiais escolares: 90% daqueles com filhos em escolas públicas e 96% daqueles com filhos em estabelecimentos privados. A maior parte das famílias precisará comprar materiais escolares solicitados pelas escolas (87%), seguido de uniformes (72%) e livros didáticos (71%).

Segundo o Locomotiva, a estimativa é que a maior parte dos gastos se concentre na classe B (R$ 20,3 bilhões) e na classe C (R$ 17,3 bilhões). Juntas, respondem por 76% dessas despesas nacionais. Observando por região, o Sudeste concentra a maior porcentagem (46%), seguida pelo Nordeste (28%). O menor percentual está na Região Norte (5%).

PREÇOS E DICAS

Tudo aponta para que os preços de itens essenciais (cadernos, livros e uniformes escolares) devem ficar mais caros neste ano. A alta deve refletir, também, nos preços das mensalidades. Entre os itens que apresentam alta significativa, segundo dados do IBGE, estão cadernos (6,31%), livros (9,65%) e livros didáticos (7,64%).

Para fazer frente a isso, o advogado e membro da Associação Brasileira de Direito Educacional (ABRADE), Paulo Bandeira, orienta pais, mães e responsáveis a planejarem as compras com antecedência. “Façam pesquisas de preços desde já e com calma. Assim terão mais tempo para comparar diferentes lojas, avaliar quais produtos podem ser comprados com descontos ou que estejam em promoção”, diz. Além disso, é fundamental estabelecer um orçamento para evitar compras por impulso. “Isso evita a tentação de adquirir itens que não são essenciais”, completa.

LISTA E UNIFORMES

Bandeira sugere conferir detalhadamente a lista enviada pela escola. “Itens de uso coletivo, como papel higiênico e produtos de limpeza, são proibidos pela Lei Federal nº 9.870/99. As famílias podem questionar a instituição e buscar ajuda no Procon. Aquilo que for de uso individual e para atividades pedagógicas pode ser requerido. Mas, estipular marcas ou lugares para compra é proibido. O consumidor tem liberdade de escolha”, afirma.

Ele orienta ainda que, se a escola exige uniformes, é importante saber que mudanças no modelo só podem ocorrer a cada cinco anos e devem ser avisadas com antecedência. Isso permite que as famílias se organizem financeiramente.

com informações da Agência Brasil e A Tarde

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