Inspirado pela frase da escritora Conceição Evaristo “O importante não é ser o primeiro ou a primeira, o importante é abrir caminhos”, o Festival de Artes Negras Encruzilar teve sua abertura marcada por emoção, arte e resistência, , em Porto Seguro. Realizado pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), o evento reuniu artistas, estudantes e a comunidade em uma celebração das identidades negras e das expressões culturais afro-brasileiras.
A abertura contou com apresentações dos jovens artistas Erick Richards, João Vitor Pacheco, Juliana Ribeiro e Sara Almeida, que deram o tom de representatividade e ancestralidade da noite. Antes da entrada do público, um ritual de limpeza com espadas de São Jorge marcou simbolicamente a purificação e retomada de um espaço histórico, transformando o local em território de arte e reexistência.
O festival aconteceu na antiga Casa de Câmara e Cadeia de Porto Seguro, prédio que, durante o período colonial, abrigou tanto a administração pública quanto o cárcere de pessoas escravizadas. O espaço foi ressignificado pelo evento, que transformou um símbolo de opressão em palco para a valorização da arte negra e das narrativas afro-brasileiras.
“É simbólico estarmos aqui, nessa Casa de Câmara e Cadeia. A gente quis celebrar aqui justamente por isso, porque era um lugar que povos pretos não acessavam”, destacou Sara Almeida, uma das idealizadoras do Encruzilar. Já Juliana Ribeiro ressaltou que o festival representa um movimento de ruptura e reconstrução dentro e fora da universidade: “Vamos ter sempre que estar fazendo a nossa roda, quebrando paredes e criando novos espaços do que realmente, para a gente, é o mundo.”
com informações da UFSB
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