A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) foi selecionada pelo Ministério da Igualdade Racial para integrar a Estratégia Mãe Bernadete, iniciativa voltada à promoção de direitos de comunidades tradicionais de matriz africana. O anúncio oficial ocorreu nesta quarta-feira (21), durante uma oficina de formação no Rio de Janeiro, coincidindo com o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A instituição baiana destaca-se como a única universidade estadual entre as três selecionadas em todo o território brasileiro para esta ação federal.
A Uesc participa do programa através do Projeto de Extensão Laikos, que atua há 13 anos no enfrentamento ao racismo religioso no sul da Bahia. O objetivo central da estratégia é combater violências físicas e institucionais sofridas por povos de terreiro em espaços públicos, como escolas e unidades de saúde. Dessa forma, a universidade busca qualificar o atendimento e fortalecer as redes locais para garantir a dignidade e a liberdade religiosa dessas comunidades.
A iniciativa conta com a parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para capacitar cerca de 150 representantes governamentais, docentes e lideranças tradicionais. A ministra Anielle Franco ressaltou que a ação integra formação técnica e política institucional para criar respostas efetivas contra violações de direitos. Portanto, o projeto faz parte do Plano de Ação 2025–2026, estruturando políticas públicas sustentáveis que visam o fortalecimento territorial e a igualdade racial.
Simultaneamente, as atividades formativas envolvem equipes regionais de Ilhéus, Alagoas e Seropédica para ampliar o impacto social da Política Nacional de Matriz Africana. O programa Laikos pretende continuar articulando o ensino universitário com a troca de saberes nas comunidades e escolas da região. Assim, a Uesc consolida seu protagonismo nacional ao produzir conhecimento científico e social a partir do diálogo direto com os territórios tradicionais da Bahia.
com informações da UESC
Compartilhe no WhatsApp



Comments