A preocupação com o endividamento dos servidores públicos chegou até a Câmara dos Deputados, em Brasília. Nesta terça (16), o tema foi debatido em audiência pública promovida pela Comissão de Defesa do Consumidor da Casa, a pedido dos deputados Daniel Almeida (PCdoB-BA) e Duarte Jr. (PSB-MA)
O ilheense e presidente do Sindicato dos Bancários de Ilhéus, Rodrigo Cardoso, representou a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) no evento. Ele apresentou um relatório elaborado pela equipe técnica do DIEESE que assessora à Federação dos Bancários de Bahia e Sergipe.
“Dados do Banco Central mostram que as dívidas de servidores públicos cresceu quase 70% entre 2019 e julho de 2025, apesar de uma diminuição da disponibilização de créditos novos. Isso mostra que esse público não está conseguindo pagar as dividas, apenas alongando seus prazos”, pontuou.
O sindicalista denunciou o papel do Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central. “Ao manter a taxa SELIC em patamares tão elevados, só agrava a situação e faz a festa dos bancos que mantém lucros multibilionários em cima da exploração e do superendividamento do povo e do sofrimento de toda a sociedade”, denunciou.
SITUAÇÃO PREOCUPANTE E MEDIDAS
Durante os debates, várias denúncias apontaram débitos que comprometem até 70% da renda de alguns servidores. “Embora o limite da margem consignável seja de 35%, as instituições financeiras estariam fazendo “manobras” com a oferta de cartões de crédito consignado e empréstimo em mais de uma conta”, disse Daniel Almeida.
Foram sugeridas mudanças na legislação para proteger os servidores de abusos no crédito consignado: limitar as cobranças de juros; criar um período de seis meses de moratória que permita suspender o pagamento das parcelas; aumentar a fiscalização para coibir manobras usadas sobre a margem consignável; criar uma subcomissão para apresentar soluções que coíbam as irregularidades na oferta de crédito consignado.
com informações da Câmara Federal
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