Uma das marcas claras do 7 de Setembro foi a diferença de patriotismo entre o presidente Lula (PT), que defendeu um Brasil soberano, e a subserviência da direita, que estampou uma gigante bandeira dos EUA e cartazes com “SOS Trump”. Chamou atenção a postura servil do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Freitas subiu o tom contra o STF e assumiu o comando do golpe pela anistia a Jair Bolsonaro (PL), mas foi humilhado por Silas Malafaia, organizador do ato na Paulista. O pastor acabou reprimindo publicamente ao governador, se referindo aos “politiqueiros que não tem moral” que buscam tomar o lugar de Bolsonaro.
“Eu estou ouvindo uma conversa por aí. Fulano é o candidato da direita no lugar de Bolsonaro. Beltrano é o candidato da direita. Aí, o cara vai visitar Bolsonaro, politiqueiro que não tem moral, aí sai de lá e diz olha, Bolsonaro falou pra mim”, disse Malafaia diante de um constrangido governador.
Em seguida, com a mão no peito de Tarcísio, Malafaia aumentou a humilhação: “Eu sou um cara que elogia e critica, tá aqui o Tarcísio, é meu amigo. Já fiz críticas públicas, no privado, já fiz, ele sabe. Mas agora, esse cara está sendo um leão em favor da justiça, eu critico e elogio. Nenhum filho de Bolsonaro, nem ninguém da direita tem que dizer se Bolsonaro não for candidato ao estoque, isso é imaturidade política”.
CAPACHO
Em artigo na Folha de S.Paulo, a doutora em Ciência Política e professora na Escola de Economia de São Paulo (FGV), Lara Mesquita, afirmou que diante da humilhação, Tarcísio “pode ser visto como capacho do bolsonarismo”.
“Tarcísio de Freitas (Republicanos) não conseguiu o endosso do ex-presidente antes de sua prisão domiciliar e não possui registros em áudio e vídeo que possa utilizar na campanha de 2026. Mais do que isso, sabe que Bolsonaro e sua família não são conhecidos pela fidelidade aos aliados políticos. Ainda assim, o carioca que governa São Paulo acredita que precisa provar ao ex-presidente, sua família e, sobretudo, aos eleitores mais fiéis dessa turma sua lealdade. Essa aposta pode ser um erro”, avalia a cientista política.
com informações da Revista Fórum
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