Dois fortes setores da economia brasileira comemoram o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), assinado neste sábado (17): o agronegócio e a indústria. O tratado prevê eliminar tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários que a UE compra do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai).
Assim, o setor de alimentos poderá aumentar as vendas de diversos itens, como café, frutas, peixes, crustáceos e óleos vegetais, que terão taxas de importação gradualmente zeradas na Europa.
Um dos maiores produtores de alimentos do mundo, o Brasil deve ser um grande beneficiário do acordo. O bloco europeu já é o segundo maior cliente do agro brasileiro, atrás da China e à frente dos Estados Unidos.
INDÚSTRIA
Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o acordo, quando entrar em vigor, vai aumentar de 8% para 36% o acesso brasileiro ao mercado de importações mundiais de bens. Isso porque a União Europeia, sozinha, respondeu por 28% do comércio global em 2024.
O estudo indica também que 54,3% dos produtos negociados (mais de cinco mil itens) terão imposto zerado na União Europeia. Do lado do Mercosul, o Brasil terá prazos mais longos, entre 10 e 15 anos, para reduzir tarifas de 44,1% dos produtos (4,4 mil itens), assegurando uma transição gradual e previsível.
com informações do g1 e Agência Brasil
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