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Receita diz que mentiras sobre o Pix facilitaram ação do PCC

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Foto: reprodução do Instagram

A megaoperação da Polícia Federal (PF) contra o crime organizado resgatou o episódio que agitou as redes sociais em janeiro deste ano: a divulgação, pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), de uma mentira sobre o Pix contra o governo Lula. Segundo a investigação, isso favoreceu o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na época, um vídeo de Nikolas viralizou afirmando falsamente que o governo criaria impostos sobre transferências instantâneas. A desinformação levou comerciantes a boicotarem o Pix e forçou o Palácio do Planalto a recuar, mesmo após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vir a público desmentir a tese.

As operações Carbono Oculto, Quasar e Tank reforçaram um alerta da Receita Federal: fintechs têm sido utilizadas pelo crime organizado para movimentar e lavar dinheiro. Segundo o órgão, a ausência de obrigações de transparência semelhantes às impostas aos bancos tradicionais abriu espaço para que organizações criminosas explorassem o sistema. “O crime organizado sabe disso e aproveita essa brecha para movimentar, ocultar e lavar seu dinheiro sujo”, afirmou a Receita.

Em setembro de 2024, uma norma determinou que fintechs passariam a prestar as mesmas informações de movimentação financeira exigidas de bancos. A regra deveria entrar em vigor em janeiro de 2025, mas foi revogada diante da onda de fake news que espalhou a mentira de que o Pix seria taxado.

PRISÃO DE NIKOLAS

Por conta disso, a Procuradoria-Geral da República foi acionada para avaliar a atuação de Nikolas Ferrerira. O deputado Reimont (PT-RJ) protocolou ofício pedindo a abertura de investigação e solicitando que seja avaliada a possibilidade de prisão preventiva, caso as apurações indiquem risco à ordem pública.

com informações do Brasil 247

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