Os fatos recentes mostram vários parlamentares do PL envolvidos em coisas erradas. É o caso do líder do PL na Câmara, o pastor Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ), que sempre aparece falando firme contra o STF e a esquerda. Em investigação da Operação Galho Fraco, nesta sexta (19), a Polícia Federal encontrou R$ 400 mil na casa do deputado. Além dele, Carlos Jordy (PL-RJ) foi alvo da operação. Os dois são acusados de desviar cota parlamentar, recursos para despesas correntes, como aluguel de carro e alimentação.
O ministro do STF Flávio Dino decidiu quebrar o sigilo bancário dos parlamentares, de dezembro de 2018 ao mesmo mês em 2024. O magistrado cita mensagens entre assessores e uma empresa de aluguel de carro falando em um pagamento “por fora” para a companhia. Para a decisão, o STF usou as investigações da PF que deram origem à operação.
Em uma troca de mensagens, Adailton Oliveira dos Santos, ex-assessor da liderança do PL mostra a participação de Cavalcante no desvio. Entre 27 de fevereiro e 13 de março de 2024, Santos sugere o valor de R$ 2.200 para os aluguéis e afirma que o líder do PL continuaria pagando “por fora”. O ex-assessor fala que falta receber uma “diferença” acordada com a empresa.
No total, a PF identificou movimentação de R$ 11,5 milhões em créditos e R$ 11,5 milhões em débitos, especialmente em 2023 e 2024. Grande parte dessas transações não tem identificação de origem ou destino do dinheiro. Outros R$ 2,8 milhões foram enviados a pessoas “não identificadas”. Foram localizadas transações de R$ 214.000 pagos por Jordy e R$ 192.000 por Sóstenes.
SÓSTENES SE ENROLA
O arrogante Sóstenes Cavalcante negou ter desviado verbas de gabinete e disse que o dinheiro é da venda de um imóvel. Sobre o dinheiro encontrado em um saco dentro do armário, ele disse que sua origem lícita será comprovada e que todo o caminho do dinheiro está registrado.
Sóstenes disse não lembrar de quando o imóvel foi vendido ou há quanto tempo guarda o dinheiro em casa. “Com essa correria de trabalho acabei não fazendo o depósito”, explicou o parlamentar. Ele se negou a revelar onde fica o imóvel vendido. Sobre a locadora contratada, que parece não funcionar no endereço declarado nos contratos, ele respondeu não saber os detalhes sobre as contratações.
O deputado disse que a investigação contra ele é “mais uma para perseguir quem é da oposição, quem é conservador, quem é de direita”. Segundo o parlamentar, o objetivo é criar uma “cortina de fumaça” sobre casos ligados à esquerda, sobretudo com a aproximação das eleições de 2026.
com informações da CNN Brasil e Brasil de Fato
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