Não é só a guerra dos EUA e Israel contra o Irã que pressiona o preço do petróleo e, em cadeia, dos combustíveis. Em 2019, Jair Bolsonaro privatizou a BR Distribuidora, que controlava os preços até chegar nos postos. Agora, quem manda é a Vibra Energia, que pôs fim ao controle da Petrobras sobre a maior rede de postos do Brasil.
Especialistas e entidades do setor de petróleo apontam que os aumentos abusivos nos preços pelas distribuidoras não se devem apenas ao cenário internacional. A privatização da BR Distribuidora eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento, deixando o mercado à mercê de reajustes abusivos que ignoram os valores praticados nas refinarias.
O alerta da venda de gasolina a R$ 9,00 em São Paulo, mesmo sem reajustes nas refinarias, partiu de Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). Segundo nota da Federação Única dos Petroleiros (FUP), postos estão elevando preços de forma desproporcional.
DESCULPA DA GUERRA
Para a FUP, o conflito no Oriente Médio tem servido de pretexto para que distribuidoras e revendedoras apliquem margens de lucro excessivas. “As distribuidoras e revendedoras aumentaram os preços dos combustíveis. [O valor] chega na bomba para o consumidor final com acréscimo em torno de 40%”, diz o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.
Segundo Bacelar, a majoração de preços – que prejudica os consumidores e pode impactar na inflação – ocorre porque foram privatizadas as subsidiárias da Petrobras que atuavam na distribuição de combustíveis (BR Distribuidora e a Liquigás).
com informações da Agência Brasil
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