Os prefeitos baianos se movimentam para organizar os festejos juninos na Bahia. A maior preocupação é com os cachês altos cobrados por vários artistas. O tema foi debatido pela União dos Municípios da Bahia (UPB), que fez uma coletiva de imprensa e defendeu a abertura de diálogo com os órgãos de controle para a definição de recomendações e critérios que orientem a contratação das atrações.
Segundo o presidente da UPB e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso, a preocupação é com a disparidade nos valores cobrados por artistas e produtoras, além do impacto da inflação sobre a estrutura dos eventos, como palcos, sonorização e iluminação.
“Precisamos buscar uma reunião com o Ministério Público, com o Tribunal de Contas dos Municípios e outros órgãos para alinhar esse entendimento. Talvez seja o momento de criar uma tabela para os municípios, principalmente os menores. Acho que está na hora de tabelar”, afirmou.
DIFERENÇA DE VALOR
Cardoso citou como exemplo as diferenças de valores pagos por um mesmo artista em cidades vizinhas. “Não é razoável um município contratar uma banda por R$ 600 mil e o município vizinho pagar R$ 400 mil pela mesma atração. Isso não é legal e não pode continuar acontecendo”, declarou.
De acordo como presidente da UPB, o momento pode ser uma oportunidade para valorizar o São João tradicional e autêntico do interior da Bahia, com sanfoneiros e forró pé de serra.
A UPB vai articular reuniões com o Ministério Público e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) para discutir alternativas que garantam transparência, equilíbrio fiscal e a continuidade dos festejos juninos.
com informações da UPB
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