Um produto essencial na vida das famílias brasileiras, o gás de cozinha teve seu preço subindo assustadoramente nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro. Agora, a Petrobras informou, nesta quinta (7), que o seu Conselho de Administração aprovou a volta ao negócio de distribuição do produto.
Perguntada no programa Sem Censura, da TV Brasil, sobre os preços, a presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a estatal foi criada para ir do poço ao posto. Mas, A BR Distribuidora teve sua venda iniciada em 2017 (governo Michel Temer) e concluída em 2021 (governo Jair Bolsonaro). Em 2021, a Petrobras deixou de ser acionista da BR Distribuidora. Esse é uma das causas dos preços exorbitantes do botijão de gás.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) classificou a medida como ‘fortalecimento da empresa’ e ‘de forte impacto na vida dos brasileiros’. “Durante o governo Bolsonaro, em 2020, a companhia vendeu a Liquigás para os grupos privados Copagaz e a Nacional Gás Butano. Agora, falta deliberar sobre a volta definitiva à distribuição e comercialização de gasolina, diesel, álcool e lubrificantes que era feita pela BR Distribuidora, e enfrentar na Justiça o contrato draconiano que foi assinado na privatização dessa que era a 5ª maior empresa do Brasil no setor de distribuição”, afirmou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.
DECISÃO ESTRATÉGICA
O governo, principal acionista e controlador da estatal, tem manifestado preocupação com o preço do botijão de gás. Em maio, na inauguração de obra da transposição do Rio São Francisco, na Paraíba, o presidente Lula expôs sua contrariedade com o preço do botijão que chegava às famílias.
“A Petrobras manda o gás de cozinha a R$ 37. Quando é que chega aqui? R$ 110, R$ 120 e até R$ 140. E eu posso dizer para vocês que está errado. Vocês não podem pagar R$ 140 por uma coisa que custa R$ 37 da Petrobras. Está certo que tem o custo do transporte, mas não precisa pagar tanto“, disse na ocasião.
Para a FUP, a mudança “representa uma vitória dos trabalhadores e bandeira de luta da entidade, que contribuiu para a inclusão da proposta no plano de governo do presidente Lula e pautou o tema na Equipe de Transição e no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS)”.
com informações da TVT News
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