Se a extrema-direita cresceu na Europa no último período, a vitória do socialista António José Seguro, neste domingo (8) em Portugal, mostra que as pessoas estão querendo barrar esse perigo para as democracias. Ele venceu o segundo turno das eleições presidenciais com 66,8% dos votos, contra 33,2% de André Ventura, líder do Chega.
A vitória de Seguro mostra que a mobilização do campo democrático ainda é capaz de impedir projetos autoritários. O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias, destacou o feito. “Prova que é possível derrotar a extrema direita”, disse, comparando com o enfrentamento ao bolsonarismo no Brasil.
Trata-se da reafirmação dos valores humanitários e de direitos, contrapondo-se às narrativas de ódio e exclusão que ganham terreno na Europa. É volta de um socialista à Presidência, vista por setores progressistas como a recuperação de uma linhagem política associada à consolidação democrática e à expansão de direitos sociais.
Portugal vive sob um regime semipresidencialista. O comando cotidiano do Executivo cabe ao primeiro-ministro, mas o presidente detém poderes importantes, como arbitrar crises, vetar legislações e, em situações limite, dissolver o Parlamento e convocar novas eleições.
com informações da Revista Fórum
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