A luta pelo fim da escala 6×1 vai precisar de muita mobilização social, pois a direita assumiu publicamente que vai atuar para impedir a votação do tema na Câmara dos Deputados. Em evento com empresários em São Paulo (SP), os presidentes do PL, Valdemar da Costa Neto, e do União Brasil, Antônio Rueda, admitiram que trabalham para segurar a proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde a tramitação começou a avançar.
Rueda afirmou que a aprovação seria “avassaladora” e defendeu uma estratégia para “segurar que essa votação vá para o Plenário”. Segundo ele, é preciso “inteligência” para evitar que deputados e senadores que disputam a reeleição tenham que votar contra uma pauta de redução da jornada.
Na mesma linha, Valdemar afirmou que é preciso “trabalhar para não deixar votar de jeito nenhum”, inclusive com pressão do empresariado sobre parlamentares. “Se puser isso em pauta, é muito difícil não passar”, disse.
BAIANO RELATOR
O deputado federal baiano Paulo Azi (União) foi designado relator da proposta, numa indicação articulada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A CCJ é responsável por analisar a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do tema antes da criação de uma comissão especial.
Neste evento, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, defendeu que o debate sobre a redução da jornada fique para 2027. Segundo ele, “6×1 e redução de jornada em ano eleitoral não combinam” e o calendário político poderia confundir “as motivações” com “os interesses do país”.
com informações do iG
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