Mais político do que pastor, Silas Malafaia está sendo investigado pela Polícia Federal. Principal articulador dos atos em defesa de Bolsonaro e dos golpistas de 8 de janeiro (2023), ele foi incluído no mesmo inquérito que envolve o ex-presidente, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo.
Aberto em maio, o inquérito apura ações contra autoridades, Supremo Tribunal Federal e agentes públicos, além da busca por sanções internacionais contra o Brasil. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, isso busca atrapalhar o andamento do processo no qual Jair Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado.
Os crimes investigados são: coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Malafaia organizou o ato de apoio a Bolsonaro no dia 3 de agosto, quando o ex-presidente apareceu em um vídeo transmitido por redes sociais de terceiros, resultando em sua prisão domiciliar no dia 4.
DEFESA
Nesta quinta (14), em um vídeo publicado nas redes sociais, Malafaia voltou a afirmar que o ministro Alexandre de Moraes deveria sofrer impeachment, ser julgado e preso. Em áudio enviado à reportagem do g1, o pastor disse desconhecer estar sendo investigado e que não recebeu notificação da Polícia Federal.
“Isso que você está falando pra mim é uma novidade incrível (…) Por acaso eu tenho algum acesso à autoridade americana? Ou isso é mais uma prova inequívoca de que o Estado democrático brasileiro está sendo jogado na lata do lixo, comandado pelo ditador da toga Alexandre de Moraes, que promove perseguição a qualquer um que fale? Que democracia é essa, gente?”, afirmou.
com informações do g1
Compartilhe no WhatsApp



Comments