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Pesquisa: mais da metade dos autônomos e MEIs querem voltar para CLT

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Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Uma pesquisa do Instituto Vox Populi, encomendada pela centrais sindicais, desfaz o discurso de que tenta desqualificar o regime de trabalho pela CLT. Realizado com 3.850 pessoas no Brasil, entre maio e junho de 2025, o estudo mostra que autônomos, PJ (Pessoa Jurídica) e MEIs querem voltar a ter carteira assinada.

Entre trabalhadores do setor privado sem carteira, a maioria são MEIs e PJ (Pessoa Jurídica). Mais da metade (56%) já teve experiência no regime CLT. Desse grupo, 59,1% afirmaram que, com certeza, voltariam a ter carteira de trabalho assinada, enquanto 30,9% disseram que poderiam retornar à modalidade de trabalhador registrado.

A pesquisa “O Trabalho no Brasil” aponta que os trabalhadores de aplicativos e autônomos relatam ansiedade por rotina de trabalho (55%) e afirmam que o trabalho consome tempo excessivo (58%). Entre as principais atividades pesquisadas, estão ambulante ou sacoleiro, trabalhador na construção civil, cabeleireiro ou barbeiro, comerciante, cozinheiro, artesão, técnico em TI, manicure e pedicure, mecânico e prestadores de serviço em geral.

Os obstáculos para obter um bom emprego são variados, destacando-se: salários baixos (44,5%), exigências excessivas (38,7%) e baixa valorização (25,5%). Apesar do discurso de considerar essas pessoas empreendedoras, a percepção dos entrevistados é outra: a cada seis trabalhadores que são autônomos, só um acha que é empreendedor.

VALORIZAÇÃO DO TRABALHO

Para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), os dados revelam o impacto das políticas neoliberais e das reformas que enfraqueceram a CLT, abrindo caminho para a precarização. “A promessa do empreendedorismo como saída individual para a crise do emprego é ilusória. O que o povo quer é trabalho digno, com direitos, salário justo e proteção social. É por isso que seguimos lutando por políticas de valorização do emprego formal e pela revogação das medidas que fragilizaram a CLT”, afirma a Adilson Araújo, presidente nacional da entidade.

O estudo ainda aponta que 40,9% dos trabalhadores com carteira assinada gostariam de empreender, revelando uma contradição que reflete o desalento de uma economia marcada pela desigualdade e pela falta de perspectivas. “O desafio é reconstruir o valor do trabalho formal e fortalecer o Estado como indutor de emprego e renda, com políticas que garantam estabilidade, condições dignas e ampliação de direitos”, destaca o sindicalista.

com informações da CTB Nacional

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