No Rio de Janeiro, a Polícia Civil e o Ministério Público deflagraram a Operação Blasfêmia, que desmontou um esquema de golpes praticados em nome da fé em Niterói. O líder era Luiz Henrique dos Santos Ferreira, o Profeta Santini. Os criminosos usavam uma central de telemarketing para arrecadar dinheiro de vítimas em todo o país.
Segundo a investigação, atendentes se passavam por pastores em conversas via WhatsApp, utilizando áudios gravados do suposto líder espiritual. Os valores cobrados variavam entre R$ 20 e R$ 1.500, sempre em troca de promessas de curas, milagres e bênçãos. A quadrilha movimentou mais de R$ 3 milhões em dois anos, usando contas bancárias em nome de terceiros.
No call center foram apreendidos 52 celulares, seis notebooks e 149 chips. Os funcionários trabalhavam sob metas de arrecadação, recebiam comissão e eram dispensados caso não atingissem os objetivos.
MILHARES DE SEGUIDORES
Santini é pastor em São Gonçalo, com milhares de seguidores nas redes sociais, onde divulgava testemunhos e vendia livros. Ele e outros envolvidos são investigados por estelionato, organização criminosa, lavagem de dinheiro, charlatanismo, curandeirismo, falsa identidade, corrupção de menores e crimes contra a economia popular.
As apurações continuam para identificar mais vítimas e outros suspeitos. O pastor nega as acusações e afirma ser alvo de perseguição.
com informações do iG
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