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No STF, defesas não negam reuniões golpistas e esvaziam discurso de perseguição

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Foto: Cristiano Mariz

Em Brasília, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e bolsonaristas tentaram pressionar o Congresso para votar o absurdo projeto de anistia para os golpistas. Já, no julgamento no STF, segundo o jornalista Octavio Guedes, as defesas dos acusados confirmam a trama do golpe, mas tentaram aliviar para os seus clientes.

Um ponto ficou claro nas falas dos advogados: não negaram a existência dos fatos relatados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O esforço foi de tentar restringir a participação de cada réu, questionar a suficiência das provas apresentadas e, em alguns casos, pedir a absorção de crimes para reduzir as penas.

Houve, também, a ausência de um dos principais argumentos usados por Eduardo Bolsonaro nos EUA, e que resultou em sanções ao país: a ideia de que haveria uma “ditadura judicial” e de que os processos representam perseguição política. Nenhum advogado levou essa tese ao Supremo.

As defesas confirmaram a existência de reuniões em que se discutiu a reversão do resultado eleitoral. O argumento central, contudo, foi individualizar condutas: “meu cliente estava, mas não falou nada”; “meu cliente não participou”; “meu cliente não colocou as tropas à disposição”.

O advogado Demóstenes Torres, por exemplo, que representa o almirante Almir Garnier, reconheceu a reunião entre Bolsonaro e ministros militares. Mas sustentou que seu cliente não manifestou apoio explícito ao golpe.

com informações do g1

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