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No Panamá, Lula pede união da América Latina

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

Na abertura o Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, nesta quarta (28), na cidade do Panamá, o presidente Lula (PT) afirmou que a região precisa se unir. Para o brasileiro, é superar divergências políticas para formar um bloco capaz de fazer frente aos desafios atuais, com ameaças intervencionistas e o uso da força bélica sendo ameaças reais.

“A América Latina e o Caribe são únicos. Cabe a nós assumir que a integração possível é a que estará calcada na pluralidade de opções. Guiados pelo pragmatismo, podemos superar divergências ideológicas e construir parcerias sólidas e positivas dentro e fora da região. Essa é a única doutrina que nos convém. Seguir divididos nos torna todos mais frágeis”, afirmou Lula, sob aplausos.

O presidente condenou ações de intervenção na América Latina e no Caribe, sem citar diretamente os episódios de invasão da Venezuela pelos Estados Unidos ou o desejo já manifestado por Donald Trump de controlar o Canal do Panamá. “A história mostra que o uso da força jamais pavimentará o caminho para superar as mazelas que afligem este hemisfério que é de todos nós. A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos e retrocessos históricos”, disse o presidente.

LIBERDADES E GUERRA CONTRA FOME

Lula considerou quatro liberdades fundamentais: “Primeiro: liberdade de expressão, em que todos possam expressar suas opiniões livremente, sem manipulação de dados e informações, como vemos hoje nas redes digitais. Liberdade de culto: em que cada um possa professar a sua fé sem ser perseguido. Liberdade contra as privações: em que todos tenham direito a uma vida digna, incluindo acesso a alimentação, moradia e trabalho. E liberdade contra o medo: em que o desarmamento limitaria o recurso ao uso da força e agressões entre as nações.”

O presidente afirmou que, para o Brasil “a única guerra que precisamos travar nesta parte do mundo é contra a fome e a desigualdade. E as únicas armas a empregar são as dos investimentos, da transferência de tecnologia e do comércio justo e equilibrado”.

com informações da Agência Brasil

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