O Novembro Negro, mês de conscientização e combate ao racismo, permite que várias análise sejam feitas sobre a realidade da população negra no Brasil e para modificá-la. Segundo o 4º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado neste sábado (1º) pelo ministério do Trabalho e Emprego (MTE), as mulheres negras continuam a enfrentar o maior abismo salarial do mercado de trabalho brasileiro.
Elas ganham, em média, 53,3% menos que os homens brancos. A diferença corresponde a uma remuneração média de R$ 2.986,50 contra R$ 6.391,94 entre trabalhadores brancos. O levantamento analisou 19,4 milhões empregos em 54 mil empresas com cem ou mais funcionários. As informações são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro de 2025.
O relatório criado com base na Lei da Igualdade Salarial, mostra que as diferenças médias de remuneração entre homens e mulheres permanecem estagnadas em torno de 20%, sem avanços significativos desde 2023.
Segundo a subsecretária de estatísticas e estudos do Trabalho, Paula Montagner, o relatório “é um instrumento de diagnóstico, não de exposição, com objetivo é identificar as desigualdades e exigir que as empresas apresentem justificativas formais para as diferenças salariais entre funcionários que exercem funções equivalentes”.
RAZÕES
Entre as razões mais citadas no relatório para a disparidade salarial estão o tempo de experiência (78,7%), as metas de produção (64,9%) e os planos de cargos e salários (56,4%). Mesmo com o ingresso crescente de mulheres no mercado, boa parte das novas contratações ocorre em postos de menor remuneração e baixa ascensão hierárquica, mantendo o índice médio de desigualdade inalterado.
Enquanto mulheres brancas têm remuneração média de R$ 4.490,21, as mulheres negras recebem apenas dois terços desse valor, R$ 2.986,50. E continuam super-representadas nas funções administrativas e operacionais, e sub-representadas nas áreas de liderança, tecnologia e finanças.
com informações do MTE
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