Vários jornalistas que cobrem diariamente os acontecimentos políticos em Brasília estão relatando ameaças recebidas na cobertura da situação de Jair Bolsonaro. Isso, após Michelle Bolsonaro compartilhar um vídeo de uma influenciadora bolsonarista que acusa jornalistas de “desejarem” a morte do ex-presidente.
A influenciadora filmou jornalistas que estavam trabalhando em frente ao hospital DF Star onde Bolsonaro está internado. A gravação, tirada de contexto, foi feita no primeiro dia de internação, e nela a influenciadora critica os profissionais e insinua, sem provas, que eles teriam desejado a morte do ex-presidente. “Jornalistas reunidos desejando a morte de Bolsonaro e comemorando por ser sexta-feira 13”, diz o texto no vídeo, sem provas.
Michelle Bolsonaro compartilhou o vídeo com a informação falsa sem adicionar nenhum comentário. Após o vídeo, ao menos dois jornalistas registraram boletins de ocorrência por terem sofrido ameaças. Repórteres expostos passaram a sofrer ataques nas redes e até nas ruas. Em um dos casos, foi divulgado um vídeo, feito com IA, sugerindo que uma jornalista fosse esfaqueada.
ENTIDADES REAGEM
Diante do absurdo, o Sindicato dos Jornalistas e Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) divulgaram nota repudiando o episódio. UOL conversou com três jornalistas que estão avaliando quais medidas judiciais adotar.
A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) soltou nota hoje sobre o ocorrido. Entidade afirma que fotos de filhos e familiares de repórteres vêm sendo utilizadas para intimidar profissionais e classifica episódio como “inadmissível”. “Esse tipo de ataque não é apenas uma ameaça individual — é um ataque direto à liberdade de imprensa e à democracia”, diz o texto.
com informações do UOL
Compartilhe no WhatsApp



Comments