Tudo indica que a reunião entre o presidente Lula (PT) e o bispo Samuel Ferreira (da Assembleia de Deus de Madureira), no dia 16 de outubro, mexeu com o pastor Silas Malafaia. Afinal, trata-se da maior igreja evangélica do Brasil.
Malafaia reagiu de maneira destemperada em suas redes sociais, tanto com relação à aproximação quanto ao crescimento do presidente entre os evangélicos. Se já era agressivo, afirmou aos brados ficar “com vergonha de ver um irmão evangélico dizer que apoia um cara desses que combate historicamente família, costumes e pátria, valores inegociáveis da nossa fé, gente”.
“Por que um verdadeiro cristão não apoia Lula? Não é possível. Como é que um evangélico, como é que um cristão pode apoiar um cara desse? Como é que você, meu irmão evangélico, diz que apoia um cara desse? Não é possível”, esbravejou.
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O desespero de Malafaia se explica pela última pesquisa presidencial Datafolha, divulgada em setembro. Lula (PT) conseguiu aumentar suas intenções de voto entre os evangélicos.
Segundo o levantamento, o petista, que tinha 28% entre eleitores evangélicos na última pesquisa do instituto, em 9 de setembro, ganhou 4 pontos percentuais e, agora, chega a 32% das intenções de voto. Já Bolsonaro fez o caminho contrário: tinha 51% e agora marca 49%.
Interessante é ver que Malafaia já apoiou Lula nos governos anteriores e passou a apoiar abertamente Bolsonaro. Um presidente que não comprovou as vacinas rapidamente contra Covid-19, ajudando a matar mais de 700 mil brasileiros, que defende a tortura e que sempre foi envolvido em polêmicas com relação a valores morais, familiares e religiosos.
com informações da Revista Fórum
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