Depois de ter demitido o presidente do INSS, o presidente Lula (PT) escolheu o procurador federal Gilberto Waller Júnior para o cargo de presidente do órgão. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, havia anunciado que o petista mesmo escolheria o novo nome e não o ministro da Previdência, Carlos Lupi.
A iniciativa foi vista como uma intervenção do presidente no órgão e com a ideia de optar por um nome com perfil técnico. “Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais com pós-graduação em Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro, Gilberto Waller ingressou no Poder Público como procurador do INSS em 1998, tendo ocupado os cargos de corregedor-geral do INSS de 2001 a 2004 e subprocurador-geral do INSS de 2007 a 2008”, afirmou a nota do governo.
O Palácio diz que Waller Júnior, na Controladoria-Geral da União, ocupou a função de ouvidor-geral da União de março de 2016 a janeiro de 2019 e de corregedor-geral da União de 2019 a 2023. Atualmente, ocupa o cargo de corregedor da Procuradoria-Geral Federal, órgão da Advocacia Geral da União (AGU).
Sua indicação tem o objetivo de combater às fraudes que levaram a descontos indevidos nos contracheques de aposentados de recursos para serem repassados para associações. O presidente anterior do INSS, Alessandro Stefanutto, foi demitido por ordem de Lula no dia em que foi deflagrada a operação Sem Desconto pela Polícia Federal e pela Controladoria Geral da União (CGU). Em entrevista horas antes, Lupi havia defendido a permanência do chefe da autarquia.
com informações de O Globo
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