Em entrevista coletiva com jornalistas, nesta quinta (18), o presidente Lula (PT) falou sobre a aprovação do PL da Dosimetria no Senado e fez um balanço do seu governo. Sobre o primeiro ponto, ele disse que vai vetar o projeto que prevê a redução de penas de Jairo Bolsonaro e condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado.
“As pessoas que cometeram crime contra a democracia brasileira terão que pagar pelos atos cometidos contra esse país. Nem terminou o julgamento, ainda tem gente sendo condenada, e o pessoal já resolve diminuir as penas. Eu quero dizer para vocês que, com todo o respeito que eu tenho ao Congresso Nacional, a hora que chegar na minha mesa, eu vetarei. Isso não é segredo para ninguém. O Congresso tem o direito de fazer as coisas, eu tenho o meu direito de vetar, depois eles têm o direito de derrubar o meu veto ou não. É assim que é o jogo”, destacou.
Depois, o presidente apresentou um balanço positivo do governo, atribuindo bons resultados econômicos e sociais ao planejamento político, diálogo e uma estratégia de combate à desigualdade por meio da circulação de renda.
“Minha felicidade vem dos bons resultados que alcançamos. Os indicadores desmentiram as previsões pessimistas feitas no início do governo. Se olharem as projeções e o que aconteceu, todas projeções foram erradas. Todas projeções em janeiro de 2023 ou quando ganhei as eleições… percebem que todas projeções não deram certo”, frisou.
ESTRATÉGIA CERTA
Para Lula, o desempenho do governo não foi fruto do acaso. “Começamos a governar antes de tomar posse. Fomos obrigados a construir uma PEC da transição para que pudéssemos governar, inclusive com recursos para pagar dívidas do governo anterior”, disse, atribuindo o sucesso à articulação política: “Conseguimos isso com a maestria dos ministros que se dispuseram a conversar”.
O petista ressaltou a retomada do crescimento econômico. “A última vez que o país cresceu acima de 3% foi quando deixei a presidência em 2010. Agora voltamos”, afirmou, reforçando sua visão de que o papel do presidente é formar equipes competentes: “Um presidente não tem que entender de economia, mas sim de montar um time para ganhar o jogo. Nosso lema era reconstrução e união. Esse país foi quase destruído em todas as áreas. Ganhamos para governar o Brasil. E governar é cuidar do povo brasileiro. E foi isso que aconteceu”.
Ao abordar a política econômica, o presidente voltou a defender sua tese: “Muito dinheiro na mão de poucos significa miséria, pobreza, desnutrição. Significa esquecimento de uma parte da sociedade. Ao passo que pouco dinheiro na mão de muitos significa o contrário. Se eu tivesse 1 milhão de reais no bolso e desse para uma pessoa só, ela ia aplicar no banco. Agora, se eu divido esse dinheiro, vocês iam comprar o que necessitam. O dinheiro ia circular”.
RESULTADOS E FUTURO
Lula listou uma série de indicadores históricos positivos: menor inflação acumulada em quatro anos na história do Brasil; melhor massa salarial da história; menor desemprego da história do país; menor nível de pobreza do país e o Brasil, pela segunda vez, fora do Mapa da Fome; recordes na produção agrícola, no comércio exterior e no volume de investimentos estrangeiros. “Somos o segundo país em investimentos diretos, só perdemos para os Estados Unidos”, disse.
O presidente afirmou que o país está preparado para um novo patamar de desenvolvimento. “O que falta? Falta discutir o salto de qualidade para termos um país rico e desenvolvido. Depende de nós. Quem governar esse país pegará outro País. O Brasil terá uma política tributária mais equilibrada, não será apenas a classe média pagando imposto de renda”
com informações da TVT News
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