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Lula destaca isenção do IRPF e desigualdade menor da história

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

Em pronunciamento neste domingo (30/11), o presidente Lula (PT) celebrou a desigualdade do Brasil sendo a menor da história. O petista falou à população sobre a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o aumento da taxação para altas rendas, que valerão a partir de janeiro.

O presidente também citou a criação dos programas Pé-de-Meia, Luz do Povo e Gás do Povo, dentre outras medidas tomadas pelo seu governo. “Graças a essas e outras políticas, a desigualdade no Brasil é hoje a menor da história. Mesmo assim, o Brasil continua a ser um dos países mais desiguais do mundo. O 1% mais rico acumula 63% da riqueza do país, enquanto a metade mais pobre da população detém apenas 2% da riqueza”, disse.

Lula destacou o força da medida. “A mudança no Imposto de Renda é um passo decisivo para mudar essa realidade, mas é apenas o primeiro. Queremos que a população brasileira tenha direito à riqueza que produz, com o suor do seu trabalho. Seguiremos firmes combatendo os privilégios de poucos, para defender os direitos e as oportunidades de muitos”, completou.

ECONOMIA DE R$ 4 MIL

Ele mostrou o quanto as pessoas poderão economizar ao não pagar mais Imposto de Renda. “Com zero de imposto de renda, uma pessoa com salário de 4800 pode fazer uma economia de 4 mil em um ano. É quase um décimo quarto salário”, afirmou e lembrou que a compensação para os cofres do Estado virá sobre a taxação dos super-ricos, de pessoas que ganham “vinte, cem vezes mais do que 99% do povo brasileiro”. Serão 140 mil super-ricos incluídos na cobrança de 10% de imposto sobre a renda.

Segundo o governo, o dinheiro extra nas mãos dos beneficiados deve injetar R$ 28 bilhões na economia. A lei prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil por mês), cerca de 140 mil contribuintes. Para quem já paga 10% ou mais, não muda nada.

CORRIGIR INJUSTIÇA

As medidas buscam corrigir a injustiça tributária no Brasil. Pessoas de alta renda recolhem, em média, uma alíquota de 2,5% de IR sobre seus rendimentos totais, incluindo distribuição de lucros e dividendos. Mas, trabalhadores em geral pagam, em média, 9% a 11% de IR sobre seus ganhos.

E alguns tipos de rendimentos não entram nessa conta, como ganhos de capital, heranças, doações, rendimentos recebidos acumuladamente, além de aplicações isentas, poupança, aposentadorias por moléstia grave e indenizações.

com informações da Agência Brasil

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