Em pronunciamento nacional de rádio e TV para o Dia Internacional da Mulher, o presidente Lula (PT) destacou várias ações do governo para melhorar a vida das brasileiras. Ele defendeu o fortalecimento de políticas públicas de combate à violência contra mulheres no Brasil.
Também ressaltou que o país ainda enfrenta níveis alarmantes de feminicídio e destacou iniciativas para proteger vítimas e responsabilizar agressores. “Cada feminicídio é resultado de uma soma de violências diárias, silenciosas e naturalizadas. A maioria esmagadora dessas agressões acontece dentro de casa, no ambiente que deveria ser de proteção”, afirmou.
Lula destacou as políticas públicas existentes: Disque 180, Lei Maria da Penha e a legislação que tipifica o feminicídio como crime. Para enfrentar o problema, ele citou o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado em fevereiro e que reúne ações coordenadas entre os três Poderes.
Entre as primeiras medidas anunciadas está um mutirão do Ministério da Justiça, em parceria com governos estaduais, para prender mais de 2 mil agressores de mulheres que não podem continuar em liberdade. “Violência contra a mulher não é questão privada onde ninguém mete a colher. É crime. E vamos, sim, meter a colher”, declarou.
PROGRAMAS E FIM DA ESCALA 6×1
O presidente citou programas sociais retomados ou criados durante seu governo, que têm impacto direto na vida das mulheres e das famílias brasileiras: Bolsa Família, Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida, Pé-de-Meia e a distribuição gratuita de absorventes,
Em relação às trabalhadoras brasileiras, Lula abordou a desigualdade entre homens e mulheres, que persiste. “Aprovamos a lei que garante o mesmo salário entre mulheres e homens quando exercem a mesma função, mas precisamos fazer mais. Para as mulheres, todo dia é um dia de luta. Desde a hora que acordam para trabalhar até a hora em que encerram o dia de trabalho, que, muitas vezes, é uma dupla jornada, no emprego e em casa”, ressaltou.
Sobre a jornada de trabalho, o presidente reforçou que é preciso avançar no fim da escala 6×1. “Que obriga a pessoa a trabalhar seis dias por semana e ter um só dia de folga. Está na hora de acabar com isso, pois significará mais tempo com a família, mais tempo para estudar, descansar e viver.”
com informações da Agência Brasil
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