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Inteligência baiana: estudantes usam moringa e mandacaru para tratar água

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Foto: Ascom/Secti

Jovens estudantes cientistas da escola pública da Bahia seguem produzindo descobertas que podem ajudar a melhorar a vida das pessoas. A inovação vem do Colégio Estadual Dr. Jairo Azzi, em Lamarão. Com sementes coletadas na própria comunidade e experimentos feitos em casa, duas estudantes desenvolveram uma técnica de purificação da água utilizando sementes de moringa e a casca de mandacaru como coagulantes naturais.

Orientadas pelo professor Djanderson Nascimento, Anne Caroline Nogueira e Clara Bispo pesquisaram um método que oferecesse uma solução acessível, eficaz e sustentável para o tratamento de água em regiões com acesso limitado a tecnologias convencionais.

“Os testes que realizamos indicaram que a combinação das sementes alcança resultados comparáveis aos coagulantes químicos tradicionais, como o sulfato de alumínio, especialmente na remoção de turbidez, com eficiências superiores a 90%. A moringa é responsável por remover a turbidez da água, enquanto o mandacaru atua como bactericida, inativando microrganismos remanescentes. Essa solução natural se adequa nos critérios de práticas sustentáveis, pois gera não resíduos tóxicos”, aponta Djanderson.

Segundo Anne Caroline, “o projeto visa melhorar a qualidade de vida dos povos do Nordeste brasileiro, que, muitas vezes, sofrem pela falta de água, tendo que recorrer a poços e açudes, nos quais a água tende a ser barrosa”.

A proposta é um exercício de engajamento comunitário e educação ambiental, apresentada na Feira de Ciências, Empreendedorismo Social e Inovação da Bahia (Feciba), com apoio da Secretaria da Educação (Sec). A próxima etapa prevê a ampliação das análises e da divulgação da técnica, visando sua adoção em outras comunidades do semiárido.

com informações da Secom-BA

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