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Indicado de Bolsonaro, Mendonça afasta diretor da PF do escândalo do Master

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Foto: Alan Santos

O escândalo do Banco Master ameaça chegar a políticos, especialmente do Centrão. Quem achou que a substituição de Dias Toffoli por André Mendonça colocaria rumo imparcial ao caso, se enganou. Ele blindou o banqueiro Daniel Vorcaro de depor em comissões do Congresso, como a CPMI do INSS

Além disso, Mendonça concentrou nele a decisão de novas investigações, inclusive sobre ex-colegas de ministério como Flávia Perez (ex-Arruda), Ronaldo Bento e João Roma. Para quebrar a autonomia da Polícia Federal, afastou o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, do caso em sua primeira decisão.

O ministro deixou claro que o diretor-geral da PF não deve ser comunicado pelos subordinados sobre o andamento das investigações. Nem mesmo quando aparecer autoridades com foro privilegiado. Ao listar os departamentos da PF que podem ter acesso ao inquérito sigiloso, ele enfatizou que outras autoridades, incluindo a direção da corporação, não deve ser comunicada sobre o caso.

Para piorar, Mendonça afirma que “a instauração de qualquer nova investigação ou inquérito deve, antes, ser expressa e fundamentadamente requerida a este Relator, devendo-se aguardar a respectiva deliberação a respeito, caso a caso”. Assim, apenas ele poderá deliberar sobre a abertura de novas investigações decorrentes do caso.

com informações do UOL

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