Levantamento do Jornal GGN mostra que, entre janeiro de 2024 e abril deste ano, grandes empresas de diferentes setores deixaram de pagar R$ 414 bilhões em impostos federais, o que representa R$ 25,8 bilhões por mês, sob a alegação de que o benefício reduziria o preço de produtos de consumo.
Essa é a política isenções fiscais no Brasil. O que deveria acontecer em momentos especiais de dificuldades na economia, mas que se tornou permanente;
Quem lidera a lita é a Dairy Partners Américas (DPA), do setor de alimentos, que recebeu R$ 16 bilhões de isenção no período. Em seguida está a Honda e a Samsung, que deixaram de pagar R$ 10,5 bilhões cada. Para a brasileira JBS, o alívio fiscal foi de R$ 4,9 bilhões. Foram beneficiadas ainda as companhias aéreas TAM e Azul, isentas de pagar R$ 2,5 bilhões e R$ 2,4 bilhões respectivamente.
FOLHA DE PAGAMENTO
Tem ainda a desoneração da folha de pagamento, concedida a empresas de 17 setores. Os cofres públicos deixaram de receber R$ 22,2 bilhões. No setor do turismo, outro beneficiado, a isenção somou R$ 20,5 bilhões, referente ao programa Perse.
Em 2023, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com o Instituto Justiça Fiscal e sindicatos, demonstrou que as renúncias e isenções somam R$ 525 bilhões. É uma valor que poderia atender diversas demandas sociais, entre elas o combate à fome e políticas públicas de habitação, por exemplo.
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