O governo Jerônimo (PT) e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) criaram um grupo de trabalho para discutir os impactos da taxação imposta pelos Estados Unidos ao Brasil, e buscar alternativas comerciais que protejam a economia baiana.
Segundo o governo, o objetivo é indicar as estratégias mais adequadas para enfrentar a política comercial americana e construir uma agenda de trabalho positiva para assegurar os investimentos, o emprego e a renda no estado.
Participaram da reunião com Jerônimo e o presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, secretários estaduais e representantes do setor produtivo.
Ao final, um documento assinado pelo governo e a FIEB foi divulgado com as seguintes ponderações:
1 – A medida do presidente dos Estados Unidos gera instabilidade institucional que prejudicará sobremaneira a economia daquela nação no futuro. A postura dos EUA com mudança de regras comerciais de forma deliberada como instrumento político, buscando intervir na soberania das nações e ferindo as leis de mercado, poderá tornar o mercado daquele país pouco atrativo e confiável;
2 – As taxações afetarão a economia baiana. Atualmente, esse mercado é responsável por 8,3 % das exportações da Bahia. Nesse sentido, destacam-se os de celulose, derivados de cacau e pneus, todos eles com longas cadeias produtivas, o que reverbera no conjunto da atividade econômica estadual. Outros setores, como o petroquímico e alguns vinculados à mineração e ao agronegócio, também serão atingidos.
3 – Reconhecemos que a resposta aos EUA é necessária para tentar inibir esse tipo de prática. Entretanto, desejamos que essas taxas sejam revistas com diálogo, diplomacia e maturidade, sem um enfrentamento que possa prejudicar mais ainda a economia brasileira, do Nordeste e da Bahia.
com informações da Secom-BA
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