Enquanto o governo Lula busca manter as políticas sociais e de investimentos, junto com medidas para equilibrar as contas públicas, o presidente da Câmara Federal, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), vai em direção contrária.
Mesmo após a piora da imagem do Parlamento, ele volta mostrar desprezo pelo povo brasileiro ao sinalizar que cada deputado federal (com exceção dele) terá direito de indicar R$ 11 milhões extras em “emendas de comissão”. O fato foi confirmado pela reportagem da Folha de S.Paulo, baseado em declarações de seis deputados do Centrão.
Isso pode resultar em mais de R$ 5,6 bilhões, que se somariam aos R$ 19 bilhões em “emendas individuais” e aos R$ 14 bilhões para “emendas das bancadas estaduais”. Tudo isso em plena discussão sobre ajuste fiscal e responsabilidade no uso de dinheiro público. E Motta cobrando escandalosamente o governo para que “gaste menos”.
MOEDA DE TROCA E CHANTAGEM
Esse é o jogo de Hugo Motta: usar dinheiro público como moeda de troca para manter a tropa alinhada no plenário da Câmara. Assim, também, fez Arthur Lira (PP-AL). Como essas emendas de comissão não são impositivas e o pagamento depende do aval do governo federal, estabelece-se a chantagem do presidente da Câmara.
O objetivo é pressionar o governo a liberar a verba sob pena de obstruir votações importantes. Não por acaso, o mesmo Hugo Motta articulou a derrubada em plenário do aumento do IOF definido pelo Ministério da Fazenda, atropelando o governo Lula para mostrar força e gerando um pandemônio institucional que foi parar no Supremo.
PÉSSIMA IMAGEM
Seguramente, essas atitudes de Motta pioram a imagem do Congresso. Segundo pesquisa Genial Quaest, divulgada neste final de semana, o Legislativo foi alvo de 61% das menções negativas nas redes sociais no período de 24 de junho a 4 de julho. O levantamento analisou 4,4 milhões de publicações nas plataformas X (Twitter), Instagram, Facebook, Reddit, Tumblr, YouTube e sites de notícias.
com informações da Revista Fórum
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