Os furtos recorrentes de cabeamento elétrico da iluminação pública causaram um prejuízo superior a R$100 mil à Prefeitura de Itabuna durante o Carnaval Antecipado de 2026. A ação criminosa concentrou-se na área da Beira-Rio, entre a Ponte do Marabá e a Praça Olinto Leone, afetando diretamente a Alameda da Juventude. Dessa forma, a Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo (SIURB) precisou repor hastes de aterramento, refletores e fiação de cobre para garantir a segurança dos foliões e a liberação do evento pelo Corpo de Bombeiros.
O alto valor comercial do cobre e do alumínio motiva a prática desses crimes, que prejudicam também o funcionamento de semáforos e sistemas de saneamento. Segundo a diretora de Iluminação Pública, Itana Bonfim, os criminosos demonstram conhecimento técnico ao operar em pontos vulneráveis sem cobertura de câmeras. Os furtos ocorrem em redes aéreas com mais de seis metros de altura, o que exige o uso de escadas e ferramentas especializadas.
A administração municipal já desembolsou cerca de R$1 milhão em 2025 para substituir postes, lâmpadas e cabos vandalizados em diversos bairros. Mesmo com a instalação de fiação chumbada e enterrada, os infratores continuam danificando o patrimônio público para extrair os metais. Consequentemente, esses gastos retiram recursos que poderiam financiar outras melhorias na infraestrutura urbana da cidade.
A legislação brasileira endureceu as punições para quem danifica bens públicos através da Lei nº 15.181/2025, que alterou o Código Penal. Atualmente, o crime de dano qualificado prevê pena de reclusão de dois a oito anos, além de multa para os envolvidos. Simultaneamente, a Guarda Civil Municipal e as polícias Civil e Militar trabalham na identificação de receptadores que alimentam o mercado ilegal de metais na região.
Com informações da Prefeitura de Itabuna
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