O escândalo dos descontos ilegais de aposentados e pensionistas do INSS tem um novo capítulo. O servidor que denunciou, em 2020 (governo Bolsonaro), o esquema de fraudes chegou a receber ameaças de morte. Ele próprio revelou ao “Jornal Nacional” da TV Globo. A denúncia foi encaminhada à Polícia Federal (PF), mas o inquérito foi encerrado sem indiciamentos e o caso só passou a ser desbaratado agora, no governo Lula.
Sob anonimato, o funcionário que atuava na área responsável por analisar os descontos aplicados aos benefícios relatou que as ameaças aconteceram justamente no período em que a Diretoria de Benefícios realizava auditorias sobre os chamados descontos associativos em benefício de entidades.
“Na época que a Diretoria estava cortando ali os ACTs, estava fazendo uma auditoria em cima deles, alguns servidores receberam ameaças, isso foi falado lá dentro. O coordenador que estava atuando em cima dos ACTs e também o diretor. Eles receberam ameaças justo no período onde que ‘tavam’ enviando ali as auditorias dos descontos associativos”, declarou o servidor.
DENÚNCIA INICIAL
A denúncia inicial foi registrada em setembro de 2020, quando o funcionário buscou a PF para alertar sobre irregularidades nos descontos, cuja entidade Conafer, por exemplo, apresentou um crescimento anormal de filiações com descontos nos benefícios. Saltou de 80 mil, em janeiro, para mais de 250 mil em outubro daquele ano, mesmo com o convênio suspenso.
Mesmo com evidências e relato do servidor, a investigação foi encerrada e ninguém foi responsabilizado. Em entrevista ao portal Uol, Jair Bolsonaro admitiu que “é possível [que fraudes tenham ocorrido em seu governo]”, mas não aprofundou as medidas para apurar os responsáveis: “Se por ventura alguém do meu governo fez algo de errado, pague, ponto final”.
com informações e foto da Revista Fórum
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