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Fogo no parquinho: Flávio e PL querem enquadrar “autoritária” Michelle

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Foto: Brenno Carvalho / Ag. O Globo

A extrema-direita segue sem projeto e sem direção. E o Bolsonarismo vê o parquinho pegando fogo e se implodindo a partir da própria família de Jair Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) detonou a madrasta Michelle Bolsonaro (PL), que tenta implodir a aliança, costurada pelo deputado André Fernandes (PL-CE), com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará.

No domingo (30), Michelle participou de ato de lançamento da candidatura de Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo cearense e constrangeu André Fernandes publicamente dizendo que não aceita aliança com uma pessoa que “compara o presidente Bolsonaro a ladrão de galinhas”.

“A esposa do ex-presidente Bolsonaro vem aqui e diz que fizemos a movimentação errada, sendo que o próprio presidente, no dia 29 de maio, pediu para ligarmos para Ciro Gomes no viva-voz e ficou acertado que apoiaríamos o Ciro”, reagiu Fernandes.

Nesta segunda (1/12), em declaração à coluna de Igor Gadelha, no site Metrópoles, Flávio criticou duramente Michelle e defendeu a aliança com Ciro Gomes, que pretende se lançar ao governo do Estado e apoiar Alcides Fernandes (PL-CE), pai de André, na eleição ao Senado.

“A Michelle atropelou o próprio presidente Bolsonaro, que havia autorizado o movimento do deputado André Fernandes no Ceará. E a forma com que ela se dirigiu a ele, que talvez seja nossa maior liderança local, foi autoritária e constrangedora”, disse Flávio.

PL CHAMA REUNIÃO

Por conta disso, o PL marcou para esta terça (2) uma reunião emergencial na sede nacional do partido, em Brasília. O objetivo é conter o crescente protagonismo de Michelle, que, nos últimos dias, tem agido como se fosse dona do movimento de extrema direita brasileiro.

O estopim para a reação foi a intervenção pública da ex-primeira-dama no Ceará, no domingo (30), durante o lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao governo estadual, Michelle criticou duramente a aliança fechada entre o PL local e o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), acordo que contava com a autorização expressa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Nos bastidores, dirigentes do PL avaliam que a ex-primeira-dama transformou-se em um fator de instabilidade para a legenda. “Ela está se sentindo dona do bolsonarismo e passando por cima de acordos que o próprio marido selou”, resumiu auxiliar de um integrante da executiva nacional.

com informações da Revista Fórum

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