O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) anunciou a liberação de R$106,2 milhões para as obras da Ferrovia Transnordestina, via Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). Autorizado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) na última quinta-feira (8), o recurso garante a continuidade do cronograma 2026 e reforça a prioridade do Governo Federal ao finalizar a primeira etapa do projeto. Este apoio faz parte de uma estratégia de fluxo financeiro contínuo para evitar qualquer desaceleração no canteiro de obras.
Com o novo desembolso, o montante liberado já soma R$1,806 bilhão do termo aditivo de R$3,6 bilhões concedido no final de 2024. O objetivo do Governo Federal é alcançar R$2 bilhões em crédito para a Transnordestina Logística (TLSA), com liberações graduais programadas até 2027. Ao todo, a ferrovia deve exigir investimentos totais próximos de R$15 bilhões, consolidando-se como um dos maiores projetos de infraestrutura e logística em execução no Brasil.
PROGRESSO DA OBRA E INTEGRAÇÃO COM O PORTO DO PECÉM
Atualmente, a Fase I da Transnordestina apresenta 79% de execução física e conta com todos os seus 22 lotes de infraestrutura devidamente contratados. Este trecho, que compreende 1.206 km de extensão, é vital para estabelecer a ligação principal entre São Miguel do Fidalgo (PI) e o Porto do Pecém (CE). A previsão é que esta etapa seja integralmente entregue até 2027, permitindo o funcionamento contínuo até o terminal portuário cearense.
Recentemente, em dezembro de 2025, a ferrovia atingiu um marco histórico com a realização dos primeiros testes de operação entre o Piauí e o Ceará. Os testes foram autorizados após a emissão da Licença de Operação pelo Ibama.
Quando finalizada, a Transnordestina transformará o mapa logístico regional para conectar polos agrícolas e minerais do Piauí, Pernambuco e Ceará ao mercado global. A integração estratégica com o Porto do Pecém reduzirá os custos de transporte e aumentará significativamente a competitividade das exportações do Nordeste.
Com informações de Agência Gov
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