Após justificar a ação ilegal contra a Venezuela com o argumento de que Nicolás Maduro era líder do cartel de drogas Los Soles, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos reescreveu formalmente a acusação e retirou a alegação central de que ele era o líder da suposta organização.
O suposto grupo é descrito, não como uma organização criminosa hierárquica, mas como um “sistema de clientelismo” e uma “cultura de corrupção” alimentada pelo narcotráfico. O termo “Cartel de Los Soles”, que aparecia 32 vezes na acusação original de 2020 e era a peça-chave para retratar Maduro como um chefe narcotraficante, agora é mencionado apenas duas vezes.
Vale lembrar que, ao longo de 2025, o governo Trump, com base na acusação original, designou formalmente o “Cartel de Los Soles” como uma Organização Terrorista Estrangeira (FTO). Isso foi usado para justificar ações políticas e militares mais duras contra o governo de Maduro.
Essa designação nunca teve respaldo em relatórios técnicos internacionais. A Avaliação Nacional de Ameaça das Drogas da DEA, o Relatório Mundial sobre Drogas da ONU e análises da União Europeia nunca listaram ou sequer mencionaram o “Cartel de Los Soles” como uma organização de tráfico significativa. Especialistas há anos argumentam que o termo é uma gíria jornalística venezuelana da década de 1990, usada para descrever redes de corrupção dentro das forças armadas, e não um cartel com estrutura definida.
com informações da Revista Fórum
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