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Casal de pastores foragidos é suspeito de estuprar meninas

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Foto: Arquivo pessoal

A polícia procura os pastores evangélicos Wenderson Lima de Souza (32 anos) e Arielly Kamila Moraes de Souza (24 anos). Eles são suspeitos de usar uma regra da igreja que lideravam em Boa Vista (Roraima) para evitar denúncias de abuso sexual. A investigação começou em abril, a partir da denúncia de uma adolescente, de 14 anos. Depois, outras cinco vítimas relataram que também tinham sido abusadas pelo casal.

Segundo a Polícia Civil, o casal liderava a igreja há cinco anos, e é investigado por crimes contra seis adolescentes. Em nota, a defesa informou que eles são inocentes, primários, têm bons antecedentes e que nunca responderam a processos criminais. Disse ainda que tenta acesso aos autos para se manifestar sobre o pedido prisão.

As investigações apontam que os suspeitos usavam a fé e a posição de liderança religiosa para manipular as vítimas. Wenderson e Arielly convenciam as meninas de que os atos sexuais faziam parte de um propósito espiritual conforme o estatuto da igreja.

ESTATUTO DA IGREJA

De acordo com a Polícia Civil, o estatuto da igreja foi estruturado para proteger Wenderson e dificultar questionamentos à liderança. O documento estabelece que as normas têm “força de lei” para todos os membros da instituição.

“Olhando mais a fundo, pode-se constatar que as regras da igreja foram criadas por Wenderson, para blindá-lo”, diz inquérito. “Ele é, na visão dos membros, o representante de Deus na terra, o ‘ungido’, o portador da palavra sagrada. Contrariá-lo significa, para o crente, muito mais do que simplesmente discordar de um superior hierárquico; significa, em sua percepção subjetiva, rebelar-se contra a própria divindade”.

Pelo estatuto, o Wederson – o “pastor presidente” – exercia a função de órgão disciplinar, com apoio dos membros do ministério da igreja, e era responsável por definir a gravidade da falta, a penalidade e a aplicação das medidas.

CRIMES

Wenderson é investigado por seis crimes: estupro de vulnerável, importunação sexual, favorecimento da exploração sexual de adolescente ou pessoa vulnerável, registro não autorizado de intimidade sexual, fraude processual e falsidade ideológica. Arielly responde por estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual.

com informações do g1

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