Com o plástico sendo um dos maiores desafios no tratamento do lixo e coleta de resíduos, o mundo busca alternativas como a criação de bioplásticos, que têm potencial para substituir parcialmente as embalagens plásticas, sendo uma das soluções para amenizar o problema.
Focados nesse desafio, os estudantes Keyslla Santos e Riquelme Cordeiro, do Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Ana Lúcia Aguiar Viana, em Barra da Estiva, criaram três tipos diferentes de bioplásticos à base de milho (Zea mays), mandioca (Manihot esculenta) e abacate (Persea americana). O projeto foi um dos destaques no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação (SEC).
Orientadora da dupla, a professora Joseane Morais conta que o projeto buscou valorizar matérias-primas acessíveis no território de identidade da Chapada Diamantina, onde está localizado o município. “O bioplástico de amido de milho foi o que apresentou menor resistência e flexibilidade. No caso do bioplástico de abacate, embora tenha gerado resistência e flexibilidade satisfatórias, seu desempenho foi inferior ao bioplástico de mandioca”, afirma Riquelme.
O MELHOR
Segundo Keyslla Santos, o mais bem avaliado foi o bioplástico de amido de mandioca. “Ele apresentou maior resistência e flexibilidade quando comparado ao de milho. Demonstrou melhor durabilidade e permitiu variações de espessura, podendo ser produzido tanto em camadas mais finas quanto mais espessas, sem comprometer sua estrutura. Seus resultados foram considerados excelentes, tornando-se a formulação mais viável entre as três analisadas”, garante.
As próximas etapas envolvem o aprimoramento da resistência do bioplástico, a realização de testes mais aprofundados de degradação e a busca de parcerias para possível aplicação em maior escala.
com informações da SEC-BA
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