Aconteceu, nesta terça (1/7), a primeira audiência pública no Senado sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata do fim da escala de trabalho 6×1, já aprovado na Câmara dos Deputados.
Com era de se esperar, empresários dos setores do comércio, dos transportes e da indústria e senadores da oposição criticaram a proposta, alegando que eleva custos do trabalho e prejudica a economia. Eles defendem que a jornada seja definida por negociação direta entre empregados e empregadores, e não por mudança legislativa.
Os sindicatos se colocam contra a PEC apresentada por um grupo senadores de direita, que cria a contratação por horas trabalhadas e direitos como férias, 13º e FGTS também proporcionais.
Na audiência, representantes de centrais sindicais e do governo Lula (PT) ponderam que os custos da PEC para economia são pequenos, semelhantes a um aumento de salário mínimo. Os defensores da proposta entendem que os trabalhadores estão exaustos da escala 6×1 e precisam de mais tempo para família, estudos e lazer.
MAIS EMPREGO. MAIS QUALIDADE DE VIDA
Os representantes sindicais mostraram estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) e a Faculdade de Economia da Unicamp, que mostram o lado positivo da redução da jornada de trabalho.
A medida pode gerar 4,5 milhões de empregos, beneficiar quase 27 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, que têm jornadas acima de 40 horas semanais. Além disso, aumenta a produtividade, diminui as faltas e afastamentos no trabalho por acidentes ou doenças.
com informações da Agência Brasil
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