Enquanto faz com rapidez votações que não beneficiam o povo e os trabalhadores, a direita atrasa tramitação de projetos populares do governo, como o que isenta de imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil. A aliança entre o Centrão e bolsonaristas é para “sangrar” o governo.
Agora, Arthur Lira (PP-AL), relator do projeto do governo, decidiu adiar a entrega de seu parecer, travando uma proposta prioritária do Planalto. A decisão de Lira, confirmada por aliados, veio logo após a manobra articulada entre os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para derrubar o aumento do IOF proposto pelo governo para recompor o caixa.
O adiamento do parecer abre mais uma frente de pressão sobre o governo, encurtando o calendário para aprovar a isenção ainda este ano, condição indispensável para que o benefício comece a valer em 2026, ano da sucessão presidencial. A proposta de Lula, apoiada por ampla maioria da população segundo pesquisas recentes, também prevê a taxação de dividendos de quem ganha mais de R$ 600 mil por ano.
GOVERNO ENFRENTAR A DIREITA
Está claro que a direita quer usar isso como moeda de troca e seguir com o Congresso operando com chantagem permanente. O que está em jogo são as eleições presidenciais de 2026. A ofensiva do Centrão e dos bolsonaristas é para desgastar politicamente o governo Lula. Além de impulsionar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como o candidato da direita.
Diante desse quadro, o governo Lula precisa comprar a briga. Pode, por exemplo, recorrer ao STF em relação à derrubada do IOF, que foi inconstitucional. Aumento da alíquota de IOF é prerrogativa do Executivo na Constituição. É hora de fazer a disputa política e ganhar a sociedade para as propostas avançadas que Lula propõe.
com informações da Revista Fórum
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