Se os bolsonaristas e a extrema-direita estavam certos de que a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para apurar as fraudes no INSS iria ajudar a desgastar o governo Lula, se enganaram. Nesta quinta (28), ao ser ouvida, a defensora pública Patrícia Betin Chaves afirmou que os descontos não autorizados nas aposentadorias começaram em 2019, no governo de Jair Bolsonaro.
Na primeira vez em que ela havia detectado casos de descontos irregulares, ela disse: “Pelo que eu tenho conhecimento, os descontos irregulares de entidades associativas ocorrem, pelo menos na Defensoria Pública da União, desde 2019.”
A magistrada também afirmou que os descontos irregulares foram possíveis por causa de falhas de fiscalização do próprio INSS. E explicou que, até março de 2024, as associações enviavam diretamente os termos de adesão supostamente assinados pelos segurados, sem que houvesse uma checagem pelo instituto.
SENADOR COMPLICA BOLSONARO
Na sessão do dia 26, um senador bolsonarista foi desmascarado pelo deputado federal Alencar Santana (PT-SP). Ele desmentiu o senador Izalci Lucas (PL-DF), que havia afirmado que Jair Bolsonaro não sabia do esquema milionário de descontos nas aposentadorias feitas por entidades.
O próprio Alencar Santana, durante um debate promovido pela CNN Brasil, em maio deste ano, conseguiu de Izalci Lucas uma confissão de que teria levado ao conhecimento de Bolsonaro, ainda em 2018, durante a transição de governo, informações sobre fraudes no INSS — sem que nenhuma investigação formal tenha sido iniciada.
com informações da Revista Fórum
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