Durante a COP30, em Belém do Pará, os movimentos sociais realizam Cúpula dos Povos, em contraponto às negociações oficiais dos países. E começou com uma “barqueata” envolvendo 200 embarcações. O ato percorreu o trecho do rio entre a Universidade Federal do Pará e a Vila da Barca, uma das áreas mais vulneráveis da capital paraense.
Entre os participantes estavam lideranças indígenas e ribeirinhas de diversas regiões do país, como o cacique Raoni Metuktire e a ativista Alessandra Korap Munduruku”. Eles defendem que o enfrentamento à crise climática global deve passar, necessariamente, pelo fortalecimento dos povos tradicionais e pela proteção dos territórios ameaçados por grandes obras e pelo avanço do agronegócio.
A Cúpula dos Povos segue até domingo (16) com 15 mil pessoas credenciadas. O evento foi estruturado em seis eixos temáticos, entre eles, justiça climática, transição justa e direitos territoriais. São mais de 200 atividades paralelas, organizadas por movimentos do Brasil e do exterior.
CARTA DOS POVOS
Será elaborar a “Carta de Declaração dos Povos”, documento que reunirá propostas e demandas da sociedade civil. O documento será entregue no encerramento do evento ao embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, durante uma audiência pública.
O encerramento terá um “banquetaço” na Praça da República, com alimentos da agricultura familiar, simbolizando o compromisso com a soberania alimentar e o direito à vida digna nos territórios. Segundo os organizadores, a Cúpula dos Povos é uma resposta coletiva à inércia dos governos e à urgência de um novo modelo de desenvolvimento com justiça social e ambiental.
com informações da TVT News
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