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Comércio e serviços devem 118 mil vagas no fim do ano

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Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Um final de ano com 118 mil vagas de emprego nos setores de comércio e serviços, entre temporárias, efetivas, informais e terceirizadas. É o que aponta um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). A indústria também vai contratar, segundo a Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem). Devem ser abertas cerca de 630 mil vagas temporárias para a produção de fim de ano, em todo o Brasil.

Segundo o presidente da CNDL, José César da Costa, os dados representam uma grande oportunidade para profissionais que buscam uma recolocação ou um primeiro emprego, especialmente no setor de vendas. “Além disso, a intenção de efetivação de quase metade dos contratados temporários reforça o papel estratégico dessas contratações para o desenvolvimento profissional e para a economia local”, avalia.

Alguns indicadores confirmam a tendência positiva. Cerca de 47% das empresas pretendem efetivar os profissionais temporários após o período e no total, cada empresa deve abrir, em média, 1,9 vaga neste fim de ano. Os dados indicam que entre os que já contrataram ou planejam contratar, metade (50%) deve optar por temporários, com contratos que duram, em média, 2,5 meses — chegando a 2,9 meses nas capitais.

O levantamento mostra que a maior parte dos empresários (65%) pretende manter o quadro de funcionários para este final de ano, enquanto 23% planejam aumentar a equipe; e apenas 3% indicam uma possível redução.

OTIMISMO FORTE

Presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior ressalta que, apesar do cenário de instabilidade econômica (citado por 32% das empresas que não pretendem contratar), a perspectiva geral é de otimismo. “O brasileiro está buscando oportunidades, e o mercado está se movimentando para atender a essa demanda. Acreditamos que o segundo semestre será um período de crescimento para os pequenos e médios negócios, que são a espinha dorsal da nossa economia”, diz.

Cerca de 47% dos empresários afirmam que precisam reforçar as equipes para dar conta do movimento extra. Outros 22% citam a reposição de vagas em aberto por causa da alta rotatividade. E, 20% enxergam na contratação uma estratégia para elevar a qualidade dos serviços diante da concorrência.

O estudo revela ainda que 33% das empresas já contrataram ou pretendem contratar, sendo que, 20% desse grupo ainda não o fizeram, mas têm a intenção. Porém, a maioria, 59%, não deve contratar, especialmente as microempresas com até quatro funcionários.

com informações da CNDL

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